A capoeira vai muito além dos movimentos, golpes e rodas. Em Artur Nogueira, a modalidade também é instrumento de educação, inclusão social e transformação de vidas. Há sete anos, o professor Robson Rodrigues desenvolve um projeto social de capoeira no município, atendendo principalmente crianças, mas também adultos que encontram na prática uma oportunidade de aprendizado, convivência e qualidade de vida.
Com 30 anos, Robson é acadêmico de Educação Física, nas modalidades de licenciatura e bacharelado, e atua em diferentes espaços públicos da cidade. Há dois anos, trabalha como oficineiro cultural no município, dando continuidade a uma iniciativa que começou com cinco anos de atuação voluntária.

As aulas acontecem na réplica da antiga estação ferroviária, na região central, e na Praça CEU das Artes, ampliando o acesso da população à capoeira.
Para o professor, o objetivo não é apenas formar capoeiristas, mas contribuir para a formação de cidadãos. Por meio da modalidade, ele trabalha valores como respeito, disciplina, responsabilidade, convivência e valorização da cultura brasileira.
Paixão pela capoeira começou na infância
A história de Robson Rodrigues com a capoeira começou em 2005, quando teve o primeiro contato com a modalidade em Cosmópolis. Posteriormente, deu continuidade à prática na Casa do Caminho, em Artur Nogueira, e nunca mais se afastou da arte.

A paixão surgiu quando ainda era criança, aos nove anos de idade. Segundo ele, a ligação familiar com a Bahia e Pernambuco, estados onde a capoeira tem forte presença cultural, também contribuiu para fortalecer esse vínculo.
Com o passar dos anos, o que começou como uma paixão se tornou profissão. Robson buscou diferentes formações na área e decidiu cursar Educação Física, tanto licenciatura quanto bacharelado, por acreditar que o conhecimento técnico e o profissionalismo são fundamentais para desenvolver um trabalho de qualidade.
Hoje, a capoeira também faz parte da vida familiar do educador. A esposa, os primos e o filho, de cinco anos, compartilham o interesse pela modalidade. O menino, segundo o pai, cresceu dentro desse universo e também é apaixonado pela arte.
Trabalho social e valorização da cultura brasileira
Além das aulas, Robson destaca a importância da capoeira como manifestação cultural brasileira. Para ele, manter viva essa tradição é uma forma de valorizar uma arte genuinamente nacional, que reúne esporte, música, história, expressão corporal e identidade cultural.

O trabalho desenvolvido em Artur Nogueira também ultrapassa os limites do município. Ao longo de sua trajetória, o educador já passou por estados como Bahia, Ceará, Piauí, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal, além de diversas cidades paulistas, levando consigo o nome de Artur Nogueira.
Mesmo com a experiência acumulada, ele continua buscando aperfeiçoamento. Robson viaja até Santo Antônio de Posse para aprender com seu mestre, Nilton, que também é profissional de Educação Física e, segundo o professor, foi o primeiro mestre de capoeira daquele município.
Criado em Artur Nogueira, onde vive há cerca de 30 anos, Robson considera a cidade parte fundamental de sua história. Ele conta que seus pais chegaram ao município em 1977 e destaca o orgulho de representar a cidade por onde passa.

O professor deseja ampliar o alcance do projeto, levando a capoeira a ainda mais pessoas. Para ele, a divulgação é importante para que mais moradores conheçam a iniciativa e tenham a oportunidade de participar.
A proposta busca mostrar que a capoeira pode ser um caminho de aprendizado, saúde, disciplina e cidadania, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social de crianças e adultos.
Como participar das aulas
Os interessados em praticar capoeira podem participar das atividades realizadas em dois espaços públicos de Artur Nogueira:
– Réplica da estação ferroviária, no Centro: terças e quintas-feiras, das 18h30 às 21h30.
– Praça CEU das Artes: segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h às 21h.
As aulas são gratuitas e abertas a pessoas interessadas em conhecer a capoeira e aprender seus fundamentos.
Para realizar a matrícula, é necessário comparecer ao Centro Cultural Tom Jobim, em horário comercial, levando os seguintes documentos:
– RG do aluno;
– RG do responsável, no caso de menores de idade;
– Comprovante de endereço.


