Frequentadores da feira-livre em Artur Nogueira têm se deparado com preços mais altos nas barracas. Até o lanche ficou caro: comer um pastel na feira custa pelo menos R$ 8.
A alta de preços é generalizada, provocada por fatores como chuvas, aumento no valor de insumos (como energia elétrica), do dólar e do preço dos combustíveis (utilizados no transporte de mercadorias).
O presidente da Associação dos Feirantes do município, Edson Mauro, esclarece a alta nas verduras e legumes nas feiras de Artur Nogueira e diz que nas feiras, alguns clientes dizem que deixaram de consumir certos alimentos para economizar. Outros continuaram comprando, mas diminuíram a quantidade para gastar menos.
Edson Mauro faz um esclarecimento aos consumidores de Artur Nogueira e região, sobre o aumento dos legumes, hortaliças e verduras. “ A população está reclamando muito do preço das verduras, que o alface está caro, subiu muito… não está tendo o produto, o pessoal planta, mas chove, e quando chove a planta se desintegra na terra e não vai, não sai. Não tem como tirar o produto da terra para trazer para a feira. Ela é muito sensível a muita chuva e a muito sol”, ele destaca que o pouco que se consegue colher, fica um valor elevado.
O presidente da Associação conta que feirantes que são produtores rurais e só mexem com verdura, nem estão indo na feira, “ deixaram de vir umas duas vezes, por que não tem o produto”.
Edson enfatiza que o valor do adubo, está muito caro. “Talvez leve mais um mês para retirar o produto da terra e normalizar a situação. Esclarecendo que o problema não é a roça e sim o clima, chuva…”.
Agora, segundo o presidente da Associação, com a diminuição da chuva, os produtos serão mais fáceis para tirar do campo, e eles vão chegar na feira muito mais em conta para a população.
No ano passado, a inflação acumulada de 10,06% mostrou como principais vilões os combustíveis e a energia elétrica. O grupo alimentação foi apenas o terceiro colocado, com 7,94%, resultado menor que o do ano anterior (14,09%), quando contribuiu com o maior impacto entre os segmentos pesquisados.
Os 15 itens que mais subiram em janeiro, em %
CENOURA 27,64
PEPINO 26,23
ABOBRINHA 22,83
LARANJA-BAÍA 14,90
CEBOLA 12,43
COUVE-FLOR 12,21
BANANA-PRATA 11,73
INHAME 11,07
AÇAÍ (EMULSÃO) 10,86
ALFACE 10,35
BATATA-INGLESA 9,65
GOIABA 8,90
TUBÉRCULOS, RAÍZES E LEGUMES 8,70
BRÓCOLIS 8,59
HORTALIÇAS E VERDURAS 8,10


