Inflação da feira-livre: Associação dos Feirantes de Artur Nogueira faz esclarecimento

O presidente da Associação dos Feirantes do município de Artur Nogueira, Edson Mauro, faz um esclarecimento sobre a alta das verduras e legumes nas feiras do município.

Por: Correio Nogueirense
11/02/2022

Frequentadores da feira-livre em Artur Nogueira têm se deparado com preços mais altos nas barracas. Até o lanche ficou caro: comer um pastel na feira custa pelo menos R$ 8.

A alta de preços é generalizada, provocada por fatores como chuvas, aumento no valor de insumos (como energia elétrica), do dólar e do preço dos combustíveis (utilizados no transporte de mercadorias).

O presidente da Associação dos Feirantes do município, Edson Mauro, esclarece a alta nas verduras e legumes nas feiras de Artur Nogueira e diz que nas feiras, alguns clientes dizem que deixaram de consumir certos alimentos para economizar. Outros continuaram comprando, mas diminuíram a quantidade para gastar menos.

Edson Mauro faz um esclarecimento aos consumidores de Artur Nogueira e região, sobre o aumento dos legumes, hortaliças e verduras. “ A população está reclamando muito do preço das verduras, que o alface está caro, subiu muito… não está tendo o produto, o pessoal planta, mas chove, e quando chove a planta se desintegra na terra e não vai, não sai. Não tem como tirar o produto da terra para trazer para a feira. Ela é muito sensível a muita chuva e a muito sol”, ele destaca que o pouco que se consegue colher, fica um valor elevado.

O presidente da Associação conta que feirantes que são produtores rurais e só mexem com verdura, nem estão indo na feira, “ deixaram de vir umas duas vezes, por que não tem o produto”.

Edson enfatiza que o valor do adubo, está muito caro. “Talvez leve mais um mês para retirar o produto da terra e normalizar a situação. Esclarecendo que o problema não é a roça e sim o clima, chuva…”.

Agora, segundo o presidente da Associação, com a diminuição da chuva, os produtos serão mais fáceis para tirar do campo, e eles vão chegar na feira muito mais em conta para a população.

No ano passado, a inflação acumulada de 10,06% mostrou como principais vilões os combustíveis e a energia elétrica. O grupo alimentação foi apenas o terceiro colocado, com 7,94%, resultado menor que o do ano anterior (14,09%), quando contribuiu com o maior impacto entre os segmentos pesquisados.

Os 15 itens que mais subiram em janeiro, em %

CENOURA                                                                    27,64

PEPINO                                                                        26,23

ABOBRINHA                                                                22,83

LARANJA-BAÍA                                                            14,90

CEBOLA                                                                       12,43

COUVE-FLOR                                                               12,21

BANANA-PRATA                                                          11,73

INHAME                                                                       11,07

AÇAÍ (EMULSÃO)                                                         10,86

ALFACE                                                                         10,35

BATATA-INGLESA                                                            9,65

GOIABA                                                                           8,90

TUBÉRCULOS, RAÍZES E LEGUMES                                 8,70

BRÓCOLIS                                                                       8,59

HORTALIÇAS E VERDURAS                                             8,10

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