O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22), em Brasília, após o Supremo Tribunal Federal determinar a conversão de sua prisão domiciliar em preventiva. A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que apura a articulação golpista.
Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde agosto, quando agentes da PF o conduziram após a nova ordem judicial. Segundo o STF, a mudança de regime foi considerada necessária para preservar a ordem pública na fase final da investigação.
A determinação ocorreu no mesmo dia em que repercutia a convocação de uma vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), prevista para a noite deste sábado, apontada como um possível foco de tensão que poderia influenciar o andamento do processo.
A Polícia Federal informou, em nota, que cumpriu o mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal. O ex-presidente já havia sido condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso.
Na sexta-feira (21), a defesa tentou evitar a prisão preventiva, solicitando que Bolsonaro permanecesse em regime domiciliar. Os advogados alegaram problemas de saúde e risco à vida, mas o pedido foi rejeitado pelo ministro Moraes.


