Após cerca de oito horas de julgamento realizado na última quarta-feira (17/6), em Cosmópolis, um réu foi condenado por tentativa de homicídio qualificado em contexto de violência doméstica. A pena estabelecida foi de 13 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado. O acusado já se encontrava preso e teve a execução imediata da pena determinada em plenário.
De acordo com a denúncia acolhida pelos jurados, os fatos ocorreram na manhã de 25 de abril de 2024, no bairro Parque Dona Esther. Na ocasião, a vítima havia se deitado após limpar uma residência recentemente alugada, onde ela passaria a morar com o réu. Foi quando o homem usou uma marreta com mais de 2,6 quilos para desferir golpes violentos na cabeça da mulher, causando grave afundamento de crânio e intenso sangramento, resultando em deformidade permanente na vítima. Após o ataque, o agressor deixou o local, abandonando a companheira trancada na residência, e fugiu para outro Estado. Ele só foi encontrado ao ser preso por outro fato. A vítima sobreviveu por ter sido encontrada horas depois pelo locador do imóvel e socorrida por terceiros.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, diante da brutalidade da agressão, do ataque surpresa enquanto a vítima dormia e do contexto de violência doméstica. Na dosimetria, o juiz destacou a elevada culpabilidade do réu e as graves consequências do crime, já que a vítima sofreu sequelas permanentes, incluindo perda de visão de um dos olhos e danos físicos severos. Esses fatores justificaram a fixação da pena acima do mínimo legal.
A denúncia teve autoria da promotora de Justiça Francielle Armidoro Rabelo e o julgamento contou com a atuação do também promotor de Justiça Danilo Roberto Mendes, responsável pela acusação em plenário.